A gargalhada era no exato tom do narcisismo. A inquietação quase infantil. Contava flashes da própria vida sempre arregalando os olhos e impostando a voz como numa narrativa jornalística. E eu ali paralisada tentando desesperadamente digerir aquela situação, ouvi lo, ser agradável, agir com naturalidade e aproveitar o momento.
Só que aquele lindo corpo andando de um lado pro outro aumentava minha distração e eu ouvia cada vez menos.
Desejava cada vez mais não estar ali. Ou talvez estar mas como o narrador em 3 pessoa de um conto. E no meu conto o encontro seria incrível, pele, gosto, afeto...encontro enfim.
De toda forma, optei pela nuance da amizade, das cores do afeto despretensioso. Acredito que fiz bem certo, pq afinal “ o amor é uma coisa mais profunda que uma transa sensual”
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