domingo, outubro 23, 2011

Fica assim

Não sei o que aconteceu. O que aconteceu comigo nem com você, muito menos o que houve com a gente se é que podemos falar de nós. Como já foi dito: relacionamento não é algo colorido que se encaixa perfeitamente o nome disso é Lego! De qualquer forma, houve entre nós tantos desencontros e descontroles e descontinuidade que fico atordoada buscando referências. Será que a culpa é minha? Eu com minha infinita inquietação, com meus questionamentos profundos, prolixo e constantes. Essa insatisfação, essa sede eterna! Sede de quê? Fome de quê? Fome de compreenssão e sede de amor. Aff que piégas, que primário que bobagem...ser amada ou não é muito simples a gente sente entende? Hummmm pior que não! Não te entendo, vc não me entende, nunca nos entendemos...movimento, onda que vai e vem. As vezes marolinha outras maremoto, terremoto, vulcão. Já usei tantas palavras que agora elas fogem. E me vem a cabeça o filme "Um lugar chamado Notting Hill" onde Julia Roberts vira para Hugh Grant e diz: sou apenas uma garota pedindo para ser amada (tradução livre de "Im just a girl in front of a boy asking him to love her."). As feministas enlouquecem com uma garota que pede algo de forma tão submissa, lembrando que submissa é uma palavra feminina. Imagina mais outra bobagem...sentimento não tem gênero. Faço minhas as palavras da diva do cinema.
Costumo colocar fotos nesse blog, mas jamais recebi aquelas em que estamos juntos. Até isso é exclusividade sua. Fiquei apenas com as minhas imagens míopes e dsitorcidas.
Vou ficar bem acredite!

sexta-feira, setembro 16, 2011

Hiato

No caminho e nos descaminhos da vida, num dado momento, necessitei extravasar corretamente minhas emoções. Nessa busca inconsciente acabei me encontrando com o Divã que representa essa voz reflexiva, interna, latente. Tem sido uma oportunidade única de sentir e principalmente ver coisas que jamais tinha visto. Talvez tenha sentido sem compreensão alguma me valendo de uma intuição difusa e complexa.

O fato é que essa oportunidade me faz, nesse momento, acreditar tão mais naquilo que não possui uma lógica definitiva ou que está no inconsciente do que nas coisas que
parecem líquidas e certas.

O positivo reside em abrir os canais para as coisas. Nem sempre resolvê-las, claro! Mas principalmente vê-las! Me inspiro, me alivio e me debruço sobre a vida e nesse caminho muita gente me ajuda até sem saber. Obrigada Nega pelo lindo post de 11/09.

Inté

Sem fotitas dessa vez..

sábado, julho 02, 2011

Divina Comédia Humana

Divina Comédia

Estava mais angustiada
Que um goleiro na hora do gol
Quando voce entrou em mim
Como um sol num quintal
Aí um analista amigo meu
Disse que desse jeito não vou ser feliz direito

Porque o amor é uma coisa mais profunda
Que um encontro casual
Aí um analista amigo meu
Disse que desse jeito não vou viver satisfeito

Porque o amor é uma coisa mais profunda
Que uma transa sensual

Deixando a profundidade de lado
Eu quero é ficar colado à pele dele noite dia
Fazendo tudo e de novo
Dizendo: Sim a paixao morando na filosofia
Eu quero gozar no seu céu
Pode ser no seu inferno
Viver a divina comédia humana
Onde nada é eterno
Ora - direis : ouvir estrelas,
Certo! Perdeste o senso
E eu vos direi no entanto
Enquanto houver espaço, corpo
Tempo e algum modo de dizer não, eu canto
Enquanto houver espaço , corpo
Tempo e algum modo de dizer não, eu canto
Enquanto houver espaço ,corpo
Tempo e algum modo de dizer não, eu canto


Belchior

quarta-feira, junho 08, 2011

Desbotamento


Tinha muitas coisas pra dizer. Trabalho, transformações, prazeres da maternidade, família etc e tal... Mas depois de 50 minutos de conversa reflexiva no divã estou com um pensamento colado na cabeça.
Refletia sobre sentimento. Sentimento de um modo gera. Eu dizia que pra mim qualquer forma de afeto passa necessariamente por uma forte admiração. Gosto de quem admiro. Seja pela inteligência, ou doçura, ou senso de humor, honestidade, sinceridade etc e tal. Preciso acreditar que aquela pessoa que “amo” tem uma virtude, ou várias ou todas.
Fechado o ciclo de pensamento sobre o que me faz gostar de alguém comecei a pensar que os sentimentos se transformam. E essa transformação é bem mais complexa do que simplesmente deixar de gostar, por exemplo. Creio que os sentimentos se transformam na medida em que o meu olhar para vida se transforma. E esse olhar nada mais é do amadurecimento que também é a chance de rever as coisas da vida. Olhar novamente, sem espanto, culpa ou medo. Então, posso crer que existe a equação sentimento e amadurecimento o que não significa na prática que quando amadureço o sentimento fica menor ou maior. Na verdade ele muda, muda de cor. Olho pra mim e tenho sentimentos bem diferentes do que tinha aos 15 ou 20 anos. Depois de um tempo fiquei mais confortável dentro de mim mesma, parece que tudo vai se alargando se acomodando no universo íntimo. Maternidade, três décadas de vida, família, conquistas, tudo isso foi tomando ao longo do tempo contornos diferentes.
E nessa balança de crescer, amadurecer, amar, existe um equilíbrio tênue que às vezes me faz ficar triste cansada e com medo. Perder a euforia juvenil pode ser melancólico e chato também.Usando livremente as palavras de Nega, uma mulher incrível, “todo amor sofre desbotamento” . Seria essa a transformação cabível dos sentimentos?

Na foto um pouco de mim.

quinta-feira, maio 05, 2011

Amarrotada



Tenho uma amiga que é especialista em usar termos coloquiais pra definir coisas que muitas vezes são complexas e profundas. Um dia ao nos encontrarmos por acaso ela responde a clássica pergunta: e ae tudo bem? com um enfático "tô nada, hoje amanheci amarrotada". Eureka! Tem dias que estamos completamente amarrotados. Imagine aquela roupa linda que vc adora após centrifugar freneticamente na máquina de lavar? Fica como? A-mar-ro-ta-da. Ai você tomada pela pressa veste-a assim mesmo e ao se olhar no espelho não reconhece beleza alguma e desiste da empreitada. Pois é, tem dias que a gente tá assim estranhando e desistindo.

Eu me permiti ficar estranha e desistente!E as coisas mais simples do mundo ficam complicadas e dolorosas. Tento dormir pra esquecer um pouco e quando acordo estou ainda pior, lenta e desanimada. Então fico acordada mas meu pensamento está confuso e fica viajando sem nenhuma concentração.

Quero seguir e continuar produzindo, rindo, vivendo tudo no gerúndio... continuando. Mas não consigo! Sinto que tenho que esgotar todos os sentimentos até aqueles que insisto não querê-los. Tirar da cabeça, do coração e do corpo alguém que insiste em me invadir e me roubar, não pra ela, mas de mim mesma. E aí sigo amarrotada e sem saber como terminar o dia afinal:

O amor é um grande laço um passo pr`uma amrmadilha.
O amor é como um raio galopando em desafio.
Abre fendas, cobre vales, revolta as águas dos rios
Quem tentar seguir seu rastro se perderá no caminho
Na pureza de um limão ou na solidão do espinho

Na fotita eu e o Biel tão lindo, tão inocente,tão doce, tão amado

inté

quarta-feira, março 30, 2011

Bicho esquisito


Sou um bicho estranho. Todo mundo espera da vida um ambiente bucólico, calmo, num ócio elegante e produtivo. Eu não! Gosto de barulho. Casa movimentada, gente falando, buzina.Prefiro celuar tocando, recebendo mensagens e eu respondendo a tudo na frente do computador com várias janelas abertas. Respondendo a e-mails, lendo jornal e saciando a curiosidade sobre celebridades, tudo ao mesmo tempo. Falando, rindo, comendo. Curto movimento sempre. Prefiro vozes ao silêncio.Me sinto viva e alegre com mudança com a força das pessoas correndo e produzindo algo. Claro que existe uma dose excessiva das coisas, mas o excesso de ócio faz o quê? Nada né? A pessoa some , deaparece morre.Tô louca pra vida recomeçar! Trabalhar dois horários, cuidar do Gabriel, fazer compras esquecer coisas...Sim essa sou eu!Movimento, força é assim que eu vivo, numa espécie de caos que me alimenta e me refaz. Feliz pra caramba: que venha o novo.

domingo, março 13, 2011

Os ignorantes são felizes!



Sábado chuvoso quase friozinho de pijama com o computador no colo respondo e-mails e vejo fotos antigas. A cabeça me vem cenas da adolescência, depois da infância, o Gabriel dentro e fora da barriga sensação gostosa de relaxamento e aconchego. No meio dessas lembranças apareceu um episódio recente. Essa semana fui indagada por um aluno sobre o que significava ser ignorante, fui ao dicionário busquei o vocábulo respondi e segui dando aula. Usei o método mais óbvio e não aprofundei em nada, na verdade mesmo tive vontade de citar Cazuza dizer Os ignorantes são mais felizes eles não sabem quando vão morrer Eu não eu, sei que eu tenho um encontro marcado. Teorizar sobre a morte no sentido metafórico e bla bla bla. Sorte do garoto que não precisou passar por isso.
Só que definir o ignorante não saiu mais da minha cabeça e comecei a refletir sobre algo contrário a ignorância e achei que devia me fixar em tomar ciência em saber propriamente. È muito bom saber mais das coisas, perceber as ciladas emocionais, se fixar em projetos sem expectativa absurda oferecer as pessoas algo na medida em que elas no ofertam, não se surpreender tanto evitar julgamentos. Ou seja, amadurecer, crescer, virar adulto, envelhecer, mudar...
Porém não posso deixar de compartilhar da ideia que esse processo de “não ignorância” nos rouba certo frescor e um tanto de felicidade espontânea e gratuita. Com o tempo perde-se a ingenuidade romântica e uma empáfia livre e aguda. È meu caro Cazuza lucidez jamais te faltou os ignorantes são mesmo mais felizes!

sábado, fevereiro 05, 2011

Verão



Adoro verão. A claridade, o calor e expectativa das pessoas de serem felizes...adoro isso! Mas preciso confessar que talvez ainda esteja sob efeito da postagem pssada e a música de verão que vem na minha cabeça é essa cafoninha dos anos 80. Adoroooooooooooooooooooooo


É como um sol de verão
Queimando no peito
Nasce um novo desejo
Em meu coração
É uma nova canção
Rolando no vento
Sinto a magia do amor
Na palma da mão
É verão!
Bom sinal!
Já é tempo
De abrir o coração
E sonhar...

Roupa Nova.

Fotitas de por do sol no centro-oeste. As outras regiões que me desculpme, mas, o nosso mar é o céu. E que céu!!!!

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Amor ganho





Depois de um longo jejum de postagens alimentado por falta de inspiração, tempo, disposição e também do que dizer, inicio 2011 da forma mais comum de todas: falando de amor. Sim o sentimento universal e único que invade mentes e corações humanos. Recentemente vivi algo tão inusitado que me fez realmente refletir sobre o assunto. Talvez sejam as três décadas e meia vividas somadas a alguns reais gastos em terapia que me fizeram sobre-viver a algo inusitado.

Foi uma experiência de amor-ganho e não amor perda. Até então, como a maioria dos humanos sobre a terra experimentei amor-perda assim como vemos na filosofia e conhecemos na prática. Ou seja, aquele sentimento que se pauta na ausência do outro. Algo que faz da vida sem o objeto amado desinteressante e vazia e todo o preenchimento vem com a “captura” do amado e da experiência de ganhar e perder. Trocando em miúdos: aquela balela antiga de alma gêmea, metade da laranja e experiências de completude. Histórias que acabam no fim e trazem consigo a sensação de que a completude não existe e que o sujeito escolhido não é capaz de completar nada nem a si mesmo. E que alguém completo deve ser muito chato e que o bom mesmo é ser humano e ter a chance de fragmentar tudo vivendo seus caquinhos de amor e alegria trilhados por frustrações e tristezas.

O fato é que conheci o amor-ganho! Demorei a digerir essa nova possibilidade e nem sei muito bem o que fazer com essa conquista. Amor-ganho é aquele momento único vivido com alguém (e não para alguém) especial sem ansiedade com entrega real, sem medir palavras e principalmente sem julgamentos. Fazendo do encontro entre duas pessoas algo repleto de cumplicidade e afeto. Isso sim é ganho!!! Confiança, carinho, respeito, desejo...Algo sereno e doce único e definitivamente transformador.
Não interessa dizer qual papel se ocupa na sociedade. Não cabem definições simplistas de amigos, amantes, namorados, ficantes ou qualquer outra coisa. O que vale é sentir. Experimentar respeito, carinho e confiança, conhecer a compreensão que não significa simples acatamento e sim compartilhamento, quando uma ideia se soma a outra ou se divide e nasce algo novo fruto de um diálogo verdadeiro...aquele quando duas pessoas se escutam. Fazia muito tempo que eu não escutava alguém tão especial.

Nas fotitas meu Gabriel e gente bem querida!

inté