quarta-feira, março 30, 2011

Bicho esquisito


Sou um bicho estranho. Todo mundo espera da vida um ambiente bucólico, calmo, num ócio elegante e produtivo. Eu não! Gosto de barulho. Casa movimentada, gente falando, buzina.Prefiro celuar tocando, recebendo mensagens e eu respondendo a tudo na frente do computador com várias janelas abertas. Respondendo a e-mails, lendo jornal e saciando a curiosidade sobre celebridades, tudo ao mesmo tempo. Falando, rindo, comendo. Curto movimento sempre. Prefiro vozes ao silêncio.Me sinto viva e alegre com mudança com a força das pessoas correndo e produzindo algo. Claro que existe uma dose excessiva das coisas, mas o excesso de ócio faz o quê? Nada né? A pessoa some , deaparece morre.Tô louca pra vida recomeçar! Trabalhar dois horários, cuidar do Gabriel, fazer compras esquecer coisas...Sim essa sou eu!Movimento, força é assim que eu vivo, numa espécie de caos que me alimenta e me refaz. Feliz pra caramba: que venha o novo.

domingo, março 13, 2011

Os ignorantes são felizes!



Sábado chuvoso quase friozinho de pijama com o computador no colo respondo e-mails e vejo fotos antigas. A cabeça me vem cenas da adolescência, depois da infância, o Gabriel dentro e fora da barriga sensação gostosa de relaxamento e aconchego. No meio dessas lembranças apareceu um episódio recente. Essa semana fui indagada por um aluno sobre o que significava ser ignorante, fui ao dicionário busquei o vocábulo respondi e segui dando aula. Usei o método mais óbvio e não aprofundei em nada, na verdade mesmo tive vontade de citar Cazuza dizer Os ignorantes são mais felizes eles não sabem quando vão morrer Eu não eu, sei que eu tenho um encontro marcado. Teorizar sobre a morte no sentido metafórico e bla bla bla. Sorte do garoto que não precisou passar por isso.
Só que definir o ignorante não saiu mais da minha cabeça e comecei a refletir sobre algo contrário a ignorância e achei que devia me fixar em tomar ciência em saber propriamente. È muito bom saber mais das coisas, perceber as ciladas emocionais, se fixar em projetos sem expectativa absurda oferecer as pessoas algo na medida em que elas no ofertam, não se surpreender tanto evitar julgamentos. Ou seja, amadurecer, crescer, virar adulto, envelhecer, mudar...
Porém não posso deixar de compartilhar da ideia que esse processo de “não ignorância” nos rouba certo frescor e um tanto de felicidade espontânea e gratuita. Com o tempo perde-se a ingenuidade romântica e uma empáfia livre e aguda. È meu caro Cazuza lucidez jamais te faltou os ignorantes são mesmo mais felizes!