quinta-feira, março 22, 2012

Regras


Todo relacionamento é impregnado de
regras. Mas quando uso os signos “relacionamento” e “regras” não crio entre
ambos uma relação de causa ou conseqüência ou afirmo que existam regras
definitivas para cada tipo de relacionamento. De fato, definição ou definitivo
não cabem em nada do que diz respeito a relacionamento. A história entre duas
pessoas sejam elas amantes, amigos, pais, colegas de trabalho, namorados e etc.,
são estabelecidas por preceitos e normas criadas por ambos à medida que se
aproximam ou se distanciam. Então, essas tais regras são construídas no
decorrer daquilo que chamamos de relacionamento e todo e qualquer embate entre
as partes diz respeito à quebra
(invariavelmente dolorosa) e alteração dessas regras.

Fazendo um exercício prático digo
que no nosso caso (não disse que usaria um exemplo prático?) se de um lado você
define o quanto eu tenho eu por outro lado digo sempre até quando isso resiste.
Se digo, “quanto” me refiro a quantidade de espaço, afeto, atenção que ocupo na
sua vida e o “quando” significa por quanto permito esse tanto de amor que você
oferece. Parece pretensioso falar de amor mas, sinceramente, como se pode
classificar essa coisa toda? São muitos dias provavelmente mais de 2000 nos
quais estivemos conectados de alguma forma. No início, a descoberta, o frio na
barriga, a vontade de ser tocado, ouvido e acarinhado. Em seguida as primeiras
diferenças, as traições, os desencontros as mágoas. Depois o “re”: reencontro,
recomeço, retomada, reinicio? Talvez.

O fato que no meio dessas regras
que cumpro com alguma dificuldade fico tentando, antes de mais nada, entende-las.
E todo o meu esperneio é na ânsia de receber mais experimentar mais, doar mais
muito mais. Louco não? Ouvi recentemente que “o amor não resolvido é aquele que
não foi vivido” e aí meu caro cabe a pergunta: ainda há tempo para viver tudo
isso? Será que existe espaço em nossas vidas para tanto? Não tenho respostas só
sei que convivo com uma imensa vontade de você, sempre!

As fotitas são alguns garimpos
desse e de outros tempos!

inté

quarta-feira, março 14, 2012

BAÚ



A vida da gente é um baú. Na infância a gente brinca
despretensiosamente nesse baú e o limite entre realidade e sonho é bem fininho. Depois vamos enchendo esse baú de realidades,
sensações, posições, crenças e tantas outras coisas que já não somos capazes de
conhecer nem o fundo nem a tampa do baú. A gente fica lá dentro se perguntado:
Quem somos? O que queremos? O futuro já chegou?

Mas como a vida é dinâmica de vez em quando esse baú é
revirado e a gente se depara com cada coisa... meu baú foi remexido e me
encontrei com um texto escrito por mim a cinco anos atrás. Algo elaborado sob
forte emoção e feito de uma só vez sem respirar provavelmente com pouca
pontuação e coração aos pulos. Sempre
escrevo assim: num único fôlego e por isso tenho vários textos começados e não
terminados porque de repente a respiração acaba e com ela as palavras se esgotam.
E para plagiar alguém muito conhecido posso dizer que metade de mim é emoção e
a outra também.

Esse encontro com essas palavras do passado foi incrível. Ri
até quase explodir minha cabeça que já latejava por conta da companheira
enxaqueca, só rindo mesmo! O bacana de tudo
é que mesmo e apesar de todas as coisas que povoam minha cabeça meio louca usei
aquele espaço pra falar de amor. Simmmmmm o amor por aquela que escolhi pra ler
minhas loucas palavras, amor pelo “protagonista” da história e pela vida.
Insistindo, errando, rindo, chorando, é assim que a encho meu baú.

Obrigada tia Tidel por me presentear com essa experiência
única.

Na fotita eu e minha interlocutora muito especial.

inté