



Amanhã minha cidade natal completa 50 anos e essa data promoveu o resgate de reflexões e lembranças em mim. Estava ensaiando essa “conversinha” há dias, mas só agora na véspera a saudade deu lugar a inspiração.
Quando eu nasci Brasília era uma adolescente de quinze anos e eu cresci sabendo exatamente o que significa, pilotis e combogo freqüentei escola parque e acredito (acreditava) que todo céu podia ser azul como o do planalto central. Tornei-me adolescente ouvindo músicas compostas por amigos de amigos que de repente se tornaram roqueiros e me orgulho de ter apreciado de perto a everfescencia do nascimento ou renascimento do rock nacional.
A vida adulta chegou e não deu pra estudar na Unb, mas continuei acordando todos os dias com um horizonte infinito que era testemunha de perdas e ganhos.
Fiquei saudosa sim! Aliás, muitíssimos, esses 50 anos da minha terra, minha casa, minhas referências trouxeram o despertar de sonhos desfeitos e planos abortados. Em meio a inúmeras reportagens e documentários onde candangos, brasilienses e seus filhos discorriam com viram a cidade nascer e se desenvolver senti saudade, tristeza, alegria, inveja. Virei profeta do passado revisitei histórias, amores e por do sol inesquecíveis, noites de verão nas entre quadras, risos, beijos, silêncio.
No fim de tudo, ou seja, hoje, me dei conta que não havia motivo pra cultivar fracassos ou saudosismo piegas, como brasiliense típica influenciada pela presença de um horizonte infinito vivo numa outra cidade numa espécie de “candanguismo ao contrário” reafirmando o espírito livre que é marca dos filhos da capital da espererança.
Parabéns Brasília amada obra de arrojo que é Brasília.
Nós temos a oitava maravilha. Brasília capital da esperança!
Nas fotitas olhares profissionais e amadores da estonteante capital federal
