Sinto-me tocada pelas pessoas.
Todas elas. Até mesmo aquelas que causam alguma repulsa ou raiva, ou medo, ou
timidez ou qualquer outro sentimento humano. As pessoas mexem comigo e comovem,
sempre. Gosto de rostos, principalmente olhos. Sou capaz de lembrar dos olhos
de todos os homens que atraíram assim como dos olhares de gratidão e afeto dos
meus alunos.
Sou ligada em vozes! Ouço a voz
da minha mãe me acalmando ou a do meu filho me chamando e ambas me preenchem. Gosto
mesmo de gente! Gravo palavras e gestos simples. Guardo mimos e demonstrações
de carinho. Sinto saudade de conversar com gente que conheci uma única vez da
mesma forma que lido com a falta dos amigos.
Gosto do calor de humano acho que
nada substitui um abraço ou uma risada. Gosto mesmo das pessoas e não prescindo
da necessidade de estar com elas, ainda que discordando ou caminhando para
mundos diferentes.
Gosto de pessoas, todas elas. È
quase necessidade de filha única! Vou assim vou exercitando a tolerância, o
afeto, o medo, a confusão, o desejo, o amor. Com pessoas descobrimos
cotidianamente como ser gente, assim a conta gotas!