segunda-feira, novembro 26, 2012

Fugindo das palavras




Fugi das palavras esses dias. Tão maluco isso. È como se na corrente das emoções de repente a torneira se fechasse e não há nada para transbordar. Não sei bem se essa secura é positiva, mas, ade qualquer forma indica que a agonia está passando. Vou fazer uma colcha de retalhos com coisas que li, ouvi e escrevi.

Primeiro ouvi que talvez eu esteja mais preocupada com sofrimento em si do que com o fato. Algo como estar mais preocupada em "sofrer" do que resolver as coisas. Claroooooooo que tô pensando nesse sofrimento! Está doendo! È muito difícil, não gostaria de passar por nada disso. Não há nada pra ser resolvido. O tempo já havia tomado conta dessa história só eu não percebi. Não há futuro. Depois veio a necessidade de driblar algum encontro, filtrar o que se diz. Ruim também porém altamente necessário e consegui cumprir essa etapa com louvor.

Por último veio a elaboração de uma dúvida que sempre pairou na minha cabeça: Por que essa pessoa é tão especial pra mim? Por que o fim de algo óbvio se arrastou tanto?

Ao pensar sobre o que construi ou vivi com o Sandro todo esse esse tempo me levou a descoberta que eu acreditava que ele era guardião de algo especial. E de fato era. Sempre fomos próximos, não posso dizer que éramos amigos de infância mas estivemos juntos por toda vida. Na adolescência, que é uma fase complicada trocávamos confidências e na solidão de Goiânia éramos companheiros. Quando nos encontramos na vida adulta novamente ambos estávamos num momento delicado que era voltar pra casa depois de uma experiência fora. Daí a "proximidade" se transformou nessa loucura toda em que sinto presa. Por conta de tudo isso (essa história) reconhecia o Sandro como guardião de mim mesma. E acho que ele me conhece de uma forma especial, afinal ele sabe de vários dramas, essa história do meu pai e outras tantas. E por isso essa ligação forte, e talvez eu o sinta o parte de mim mesma. O mais doido de tudo isso é que mesmo que isso seja verdade a forma como ele trata esse "algo especial" demonstra o quanto eu DEVO me manter longe dele.

Dentre todos os homens do mundo ele era o único que  sabe o quanto pode ser devastador usar o meus sentimentos. O quanto eu sou complicada e muitas vezes não sei codificar bem mensagens. Ao contrário de tudo ele soube ser bastante egoísta e jamais levou nada disso em consideração.

Por hoje chega. Amanhã será outro dia.


inté

sexta-feira, novembro 23, 2012

Seguindo um conselho parte II



Ontem foi um dia longo. Seis aulas 150 alunos muitas vozes e pouco sossego. Fui obrigada a conviver com a notícia pública de que vc está namorando. E pior ou melhor de tudo é que essa moça é um pessoa bacana, médica, independente, solteira, livre sem filhos. Parece que vou viver o meu pior pesadelo que é o seu casamento. Mas depois da agonia do pesadelo sempre vem algo melhor. Bom, assim espero.

Para distrair fui comer uma pizza e tomar um chopp com amigas. Foi legal mas acabei falando dessa história mais uma vez e me sinto meio ridícula falando disso com pessoas estranhas. A vantagem do chopp é que o sono vem mais fácil. Mas mesmo assim antes de dormir fiquei pensando em tudo e me lembrando da gente adolescente ainda somente amigos. Veio uma imagem daquela viagem em família em 1997 a gente conversando no degrau de frente a casa, depois só nós dois na piscina no maior papo (onde estavam todas as outras milhões de pessoas da família?) e principalmente como era maravilhoso estar na sua compania. Confortável, natural e eterno. Sempre achei que vc estaria na minha vida pra sempre e ontem ao vê-lo e não cumprimentá-lo (e não receber cumprimento) me dei conta que talvez não. A gente pode nunca mais se encontrar mesmo sendo próximos. Podemos nos intercalar em desculpas infinitas para não comparecer em reuniões de família ou outras situações em que a presença dos dois for solicitada. E então o tempo vai passar, passar e passar....

Já hoje de manhã me lembrei que estamos perto do natal e que nesse ano eu havia planejado um presente. Pesquisei na internet algo interessante e diferente e com o plano na cabeça bastava executá-lo e agora vou aproveitar a grana não gasta e economizar para a análise.

Acho que não consigo escrever mais nada hoje. Terei que dar aulas extras a tarde e isso me consumirá o suficiente!


inté

quarta-feira, novembro 21, 2012

Seguindo um conselho

Depois de chegar quase a um transbordamento todal liguei para a minha analista e marquei um horário para daqui alguns dias. Só essa idéia já é um alívio e seguindo uma sugestão da minha tia(terapeutizada por séculos) resolvi descrever meu estado emocional até que chegue o encontro com o divã.

Então...

Hoje foi um dia difícil. Tal qual ontem mas menos que antes de ontem.Em meio a tantas responsabilidades e tarefas continuo sentindo aquela sensação de vazio. Um vazio estranho preenchido por algo que está entre meus seios, bem no centro do meu tórax. Tem algo lá. Duro e forte que impede  uma respiração completa e me pressiona o estômago. Mantenho o pensamento nas  coisas que eu disse por mensagem na segunda-feira e a primeira classificação que me vem a cabeça são ofensas. E por isso minha cabeça está em "você usa as pessoas inclusive eu", farei o que for possível "para mantê-lo longe de mim", "somos uma trepada escrota numa escada qualquer", "acabou a trepada boa e fácil". Pegeuei pesado, e sei disso imagino que vc também mas nem li sua resposta. Me recordo apenas de ver a palavra louca. Sim me sinto louca! Doente principalmente.

Quase me traí pela manhã. Acabou a água no meu prédio e .... moramos tão pertinho há tanta intimidade que pensei em tomar banho na sua casa. Como eu poderia ir trabalhar sem tomar banho? Cheguei a ligar para a sua mãe e me imaginei me trocando no seu quarto, sentindo seu cheiro, apreciando seus sapatos largados suas roupas jogadas. No momento seguinte minha censura interna acendeu e desisti da idéia. Optei por carregar um imenso baldo de água e me restringir a um checo checo pouco eficiente. Me arrependi de ter avisado e tenho certeza que vc soube disso e deve ter acertado no palpite de que eu tentava um encontro. Fiquei envergonhada e agora alimento o medo de te encontrar na rua. Hoje saí mais tarde só pra não correr esse risco.

Espero dormir melhor essa noite, gostaria de me jogar na cama e ficar lá por um bom tempo. Mas, não é possível tenho que encarar e esgotar todo esse sentimento.


Boa noite pra mim!


inté