Fugi das palavras esses dias. Tão maluco isso. È como se na corrente das emoções de repente a torneira se fechasse e não há nada para transbordar. Não sei bem se essa secura é positiva, mas, ade qualquer forma indica que a agonia está passando. Vou fazer uma colcha de retalhos com coisas que li, ouvi e escrevi.
Primeiro ouvi que talvez eu esteja mais preocupada com sofrimento em si do que com o fato. Algo como estar mais preocupada em "sofrer" do que resolver as coisas. Claroooooooo que tô pensando nesse sofrimento! Está doendo! È muito difícil, não gostaria de passar por nada disso. Não há nada pra ser resolvido. O tempo já havia tomado conta dessa história só eu não percebi. Não há futuro. Depois veio a necessidade de driblar algum encontro, filtrar o que se diz. Ruim também porém altamente necessário e consegui cumprir essa etapa com louvor.
Por último veio a elaboração de uma dúvida que sempre pairou na minha cabeça: Por que essa pessoa é tão especial pra mim? Por que o fim de algo óbvio se arrastou tanto?
Ao pensar sobre o que construi ou vivi com o Sandro todo esse esse tempo me levou a descoberta que eu acreditava que ele era guardião de algo especial. E de fato era. Sempre fomos próximos, não posso dizer que éramos amigos de infância mas estivemos juntos por toda vida. Na adolescência, que é uma fase complicada trocávamos confidências e na solidão de Goiânia éramos companheiros. Quando nos encontramos na vida adulta novamente ambos estávamos num momento delicado que era voltar pra casa depois de uma experiência fora. Daí a "proximidade" se transformou nessa loucura toda em que sinto presa. Por conta de tudo isso (essa história) reconhecia o Sandro como guardião de mim mesma. E acho que ele me conhece de uma forma especial, afinal ele sabe de vários dramas, essa história do meu pai e outras tantas. E por isso essa ligação forte, e talvez eu o sinta o parte de mim mesma. O mais doido de tudo isso é que mesmo que isso seja verdade a forma como ele trata esse "algo especial" demonstra o quanto eu DEVO me manter longe dele.
Dentre todos os homens do mundo ele era o único que sabe o quanto pode ser devastador usar o meus sentimentos. O quanto eu sou complicada e muitas vezes não sei codificar bem mensagens. Ao contrário de tudo ele soube ser bastante egoísta e jamais levou nada disso em consideração.
Por hoje chega. Amanhã será outro dia.
inté