segunda-feira, novembro 06, 2017

Olhos


Meus olhos viram olhos verdes
Inteligência, bom humor,
Meus olhos viram cafuné e massagem nos pés,
Carinho , aconchego
Meus olhos viram uma família
Três filhos, infinitos natais, casa, bifinho de alcatra e farofa
Meus olhos viram futuros e projetos
Já os seus olhos viram ameaças
E vc decidiu que devia destruir, humilhar, perseguir
O mais triste de tudo não é constatar que os meus olhos estavam iludidos ou enganados
Afinal, ilusão e engano fazem parte da vida
È constatar que ficaram de fato cego.


" Te dei meus olhos para tomares conta e agora HEI DE PARTIR para me reinventar"

quarta-feira, setembro 27, 2017

Cartas

Olá Vicent,

Dessa vez fui eu quem tive vontade de escrever.  Talvez não tenha acontecido na vida real de Theo e Vicent uma troca de correspondência onde Theo via os tons da primavera naquele cinza das pinceladas de Matisse. Hoje lembrando dos 15 anos que o Atlântico nos separa me recordei do passado. Parecia tudo tão mais simples quando eu na asa norte e vc na asa Sul conversávamos sobre a vida,  o q faríamos no fim de semana... Gatinhos e conflitos da nossa turma. Se bem que já naquela época experimentei algumas das dores de hoje.
Está tudo muito difícil!  E nem sei bem em qual dos livros o personagem descrevia q sentia 
​-se ​
 imerso nos tons de cinza e descrevia o outono como longo e melancólico. Pode ter sido Nietzsche em Turim consumido pela solidão e doenças ou Van Gohg atormentado por alguma síndrome psiquiátrica que o fazia genial. Me sinto assim meio Nietzsche sozinho e meio Van Gogh atormentado como num 
​sonho ruim
.
​​
Desde de fevereiro vivo um enorme pesadelo. Fiz algumas escolhas de que tem me custado bastante. E nesse momento não sei bem o que fazer, parece que o prédio da vida foi desmoronando tijolo a tijolo. Ainda que eu não seja alguém com grandes pretensões nessa passagem que chamamos de vida, existia um esboço no qual eu me via construindo uma família ao lado de uma pessoa que eu amei loucamente. Décadas vividas, anos e reais gastos em terapia me faziam acreditar que a escolha era certa e duradoura mas não foi. Simples assim! Mais um engano, mais um erro ,mais um fracasso e essa sensação de carregar as dores do mundo nas costas.
Meu amado Vicent​, obrigada por esse ombro virtual. Chego imaginar que se estivéssemos mais próximas talvez a minha percepção fosse melhor ou ainda eu poderia rir muito com alguma observação perspicaz e ácida sua durante algum relato de desventura minha.​
​ ​
Ore por mim peça ao​ nosso papai celestial q me ajude nesses momentos e divida comigo essa​
​cruz das escolhas. Já é primavera por aqui e aí o outono,não é isso? São estações de cores todas elas tanto pra vida como para a morte. Finalizo com uma passagem do livro
​ que é um pouco nosso também, mensagem de esperança afinal é o que nos resta.
​"​
A partir do momento que nos esforcemos em viver sinceramente, tudo irá bem, mesmo que tenhamos inevitavelmente que passar por aflições sinceras e verdadeiras desilusões; cometeremos provavelmente também pesados erros e cumpriremos más ações, mas é verdade que é preferível ter o espirito ardente, por mais que tenhamos que cometer mais erros, do que ser mesquinho e demasiado prudente. É bom amar tanto quanto possamos, pois nisso consiste a verdadeira força, e aquele que ama muito realiza grandes coisas e é capaz, e o que se faz por amor está bem feito. ​" Vicent Van Gogh​

um forte abraço

amo vc​

sexta-feira, abril 07, 2017

Conflitos familiares

Até que ponto nossos conflitos familiares são tão sérias divergências que trazemos do passado? Ou será o nosso estado de ânimo o maior responsável pela percepção positiva ou negativa que possamos alimentar em relação às pessoas e às circunstâncias?

         De acordo com os postulados espíritas, o lar terrestre é o local onde os espíritos encarnados estão se encontrando para as necessárias realizações, ou se reencontrando para os inadiáveis acertos, em virtude de certos compromissos que uns assumiram perante outros no decorrer das sucessivas encarnações.
         Torna-se compreensível, portanto, o fato de a grande maioria dos relacionamentos familiares carecerem de certa harmonia, pois cada um de seus componentes pode possuir realidades íntimas bastante específicas e, nesse ambiente, exteriorizar muito dos conflitos e necessidades que ainda carrega.
         Todavia, aquele que se empenhe por sustentar o equilíbrio e o bom senso perante as situações difíceis e desagradáveis, oferece ao conjunto sua contribuição pacificadora. Se, por outro lado, se julgar no direito de esbravejar e de se impor ante as naturais divergências de pontos de vista e opiniões, certamente acabará por provocar uma confusão ainda maior.
         Sendo assim, um questionamento se mostra oportuno: até que ponto os naturais contratempos da vida familiar referem-se a complicados reajustes que trazemos de vidas pretéritas? Ou, não será que esses problemas estão sendo agravados, em razão da excessiva necessidade de certas criaturas em, por exemplo, fazerem prevalecer suas vontades e pontos de vista, em superdimensionarem as dificuldades, em não compreenderem e aceitarem as pessoas pelo o que elas conseguem ser, em não saberem lidar com seus conflitos e expectativas?    
         Estudiosos do comportamento humano já constataram que todos os indivíduos, periodicamente, passam por variações de humor. Assim, quando nos sentimos em paz, até conseguimos encarar as dificuldades com bastante otimismo. E nesse “alto astral”, como se torna fácil ter apreço pelo cônjuge e filhos ou ser  agradecido pela nossa família e nosso lar!
         Porém, quando nosso estado de ânimo se encontra em baixa, quantas são as vezes em que não queremos conversa com ninguém, em que não achamos graça em nada, em que nos aborrecemos com tudo e com todos? Muito embora amemos imensamente nossos filhos, podemos ficar incomodados com toda a atenção que eles requerem. E as imperfeições do cônjuge? Também poderão ser ressaltadas. Não será ele, então, o maior “culpado” pelos problemas domésticos? O interessante de se notar é que, nesse estado tão depressivo, a mesma vida, com idênticas circunstâncias, poderá parecer drasticamente outra, com um peso insuportável!
         Logo, é o nosso estado de humor que mais influencia nossa percepção e a maneira de conduzir os naturais problemas do cotidiano, principalmente quando eles ocorrem em nosso lar, independentemente dos conflitos anteriores que possam existir entre alguns familiares.
         O escritor espírita Rodolfo Calligaris, ao ressaltar a relevância da variação de humor, principalmente no relacionamento conjugal, aconselha:

            É de toda conveniência, portanto, que os esposos aprendam a discernir esses ciclos temperamentais, no outro e em si mesmo.
            No outro, para desculpar-lhes os amuos, os azedumes, os ‘contras’, as impertinências, etc., na certeza de que em breve isso passará, e tudo voltará às boas. Em si mesmo, para ter o cuidado de não tomar nenhuma atitude mais drástica, da qual, depois, muito terá de arrepender-se.
            É preciso que cada um dos cônjuges, ao perceber o mau-humor do outro, procure amenizar a situação, evitando, a todo custo, agastar-se também, para não suceder que, duplicado, esse mau sentimento faça a casa ir pelos ares. [1]

         O Espírito Thereza de Brito também segue semelhante linha de raciocínio e de compreensão e, assim, se expressa:

            Ansiando por crescer, na convivência com os ideais enobrecidos dos Espíritos Luzeiros, aprenda a dialogar para solucionar problemas, conversando equilibradamente, para o bem geral; faça o possível para não cobrar afeição dos amores ou reclamar consideração que, talvez, você ainda não tenha feito, nem esteja fazendo nada por merecer. Dedique-se a agradecer as coisas mínimas com que seja beneficiado em casa, e a ser gentil com os entes queridos e com os auxiliares domésticos, presenteando-os com a sua alegria natural, com a sua fraternidade, sem a hipocrisia que envenena a linfa da vida.
            Se é correto que no ambiente do lar você tem o território livre para que se mostre como é, para desenvolver-se, não se pode olvidar, entretanto, que não cabe aos outros suportar seus impulsos negativos ou sua desastrada invigilância, por fazerem parte de sua equipe doméstica. [2]


Relaxe. Até certo ponto somos todos assim, um pouco de Médicos e Monstros. De certa maneira, nosso humor é o ponto de partida para nossa experiência, não seu efeito. Nosso humor determina a maneira como vemos e vivenciamos nossas vidas. Quando nos deixamos abater, a vida parece pior, muito mais difícil. Para reforçar a idéia de quão significativos seus humores são, tenha em mente como a vida parece diferente, de uma hora para outra, dependendo do seu clima.

http://www.aluzdoespiritismo.com.br/teste/artigos/ler.php?texto=80

quarta-feira, abril 05, 2017

Ensaio sobre a tolerância




O significado filosófico da palavra tolerância: Tolerância é um termo que vem do latim tolerare que significa "suportar" ou "aceitar". A tolerância é o ato de agir com condescendência e aceitação perante algo que não se quer ou que não se pode impedir.
A tolerância é uma atitude fundamental para quem vive em sociedade. Uma pessoa tolerante normalmente aceita opiniões ou comportamentos diferentes daqueles estabelecidos pelo seu meio social. Este tipo de tolerância é denominada "tolerância social". https://www.significados.com.br/tolerancia/
Só que infelizmente algo tão complexo e difuso não pode ser entendido apenas a partir do seu significado. E  entre o aceitar e a compreensão do que "não pode ser mudado" há um abismo que invariavelmente traz dor e dificuldades. Afinal o que é isso? Essa tal de to-le-rân-cia? Vejo que se parece muito com ouvir e enxergar, porque a gente só percebe que não enxerga ou ouve bem quando esse sentidos estão sarados. Ou seja, quanto menos se enxerga menor a percepção da cegueira. Digo isso com a propriedade de quem operou os olhos e busca o exercício da tolerância a todo momento.
Tolerar não é fácil! É abrir mão da última palavra, é ouvir e não responder, é se colocar no lugar do outro despido de teses e reflexões profundas,é dar passos atras, entregar para o Divino ou ao acaso, ou seja simplesmente entregar! Somos tão pequenos, falhos e excessivamente humanos por isso é tão difícil compreender essa pequenez. Há dentro de cada um de nós a "megalomania" em achar que as experiências , os tratados, a ciência e o bom senso explicam tudo. Claro que as regras, os entendimentos devem nortear a sociedade mas o que fazer com o limite? O que fazer quando as coisas não se encaixam? Todos nós conseguimos com algum custo encaixotar certas coisas afim de que caibam no bom senso, regras, entendimentos, experiências etc...mas o que fazer quando isso não é possível?
Talvez nos reste tolerar. Entregar e saber o quão precioso é compreender o que não pode ser mudado. Pra quem considera que muito enxerga que as convicções, regras e certezas são o melhor recomendo a experiência de "não se encaixar" e lutar contra isso. Para finalizar um pouco da sabedoria de São Francisco:
Senhor, dai-me força para mudar o que pode ser mudado...
Resignação para aceitar o que não pode ser mudado...
E sabedoria para distinguir uma coisa da outra.


inté

segunda-feira, abril 03, 2017

Um pouco de Legião...

Há tempos,
(Legião Urbana(


Parece cocaína mas é só tristeza, talvez tua cidade
Muitos temores nascem do cansaço e da solidão
E o descompasso e o desperdício herdeiros são
Agora da virtude que perdemos

Há tempos tive um sonho, não me lembro
não me lembro

Tua tristeza é tão exata
E hoje o dia é tão bonito
Já estamos acostumados
A não termos mais nem isso

Os sonhos vêm e os sonhos vão
O resto é imperfeito

Disseste que se tua voz tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria
Não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira

E há tempos nem os santos têm ao certo
A medida da maldade
Há tempos são os jovens que adoecem
Há tempos o encanto está ausente
E há ferrugem nos sorrisos
E só o acaso estende os braços
A quem procura abrigo e proteção

Meu amor, disciplina é liberdade
Compaixão é fortaleza
Ter bondade é ter coragem
Lá em casa tem um poço
mas a água é muito limpa

sexta-feira, março 31, 2017

Agora são os anos 2000

Esperando aviões
Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito
Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões
Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito

A pieguice do término a luz dos anos 80 e 90! Parte II

Caminho de Sol
Zizi Possi

Sem você a vida pode parecer
Um porto além de mim
Coração sangrando
Caminhos de sol no fim

Nada resta mas o fruto que se tem
É o bastante pra querer
Um minuto além
Do que eu possa andar com você

Te amo e o tempo não varreu isso de mim
Por isso estou partido
E tão forte assim

O amor fez parte
De tudo que nos guiou
Na inocência cega
No risco das palavras e até no risco da palavra Amor

Nada resta mas o fruto que se tem
É o bastante pra querer
Um minuto além
Do que eu possa andar com você

Te amo e o tempo não varreu isso de mim
Por isso estou partindo
E tão forte assim

O amor fez parte
De tudo que nos guiou
Na inocência cega
No risco das palavras e até no risco da palavra Amor

O amor fez parte
De tudo que nos guiou
Na inocência cega
No risco das palavras e até no risco da palavra Amor

A pieguice do término a luz dos anos 80 e 90

Retratos e Canções
Sandra de Sá
 

Hoje eu me peguei, pensando em você
Te amo e nem sei como eu amo (Coisas do amor)

Quero não lembrar, que às vezes sem querer
Me apanho falando em você

Lembranças de nós dois, (Retratos e canções)
Um filme de amor, que nunca chega ao fim

Quem sabe se você ainda pensa em mim
(Te amo e nem sei como eu amo)

Dói no coração, às vezes que eu lembrar
Te amo, e não quero te amar

quinta-feira, março 30, 2017

Nunca

Eu nunca disse que não estava sofrendo. Eu queria apenas um tempo para digerir e tentar ver com clareza o que aconteceu.
Eu nunca me eximi da minha culpa. Sei o que fiz e respondo por isso todas as horas.
Eu nunca entendi o que você fez e como foi capaz de romper com tantos limites e fazer a última coisa que não poderia ser feito. Eu me assustei verdadeiramente com cada atitude sua no pós término em especial o e-mail de sexta-feira passada. Eu me senti julgada, injustiçada, punida, perseguida, intimidada, ameaçada, rejeitada e principalmente não acolhida por quem eu confiei. Pra mim tudo aquilo foi uma grande violência especialmente porque abri um canal de diálogo num momento que não conseguia nem abrir a boca. Eu estava destruída, arrasada e humilhada. Eu estava em choque! Você acelerado desejando respostas e eu bem devagar tentando digerir as coisas. Você exigiu de mim infinitamente mais do que eu podia oferecer!
Tentei tantas vezes te falar sobre o meu tempo, pedi que tivesse paciência e calma comigo que tentasse entender meus limites. Sei que está nesse momento vociferando as suas necessidades e limites! Você, você, você, sua urgência, seu drama, seus medos....
Perdemos! Nós dois perdemos! E fico tão magoada quando vc desdenha dos meus esforços, quando diz coisas tão duras e revida o que sente "á altura". Você é muito bom em reagir e ferir.Estou sofrendo demais como nunca imaginei sofrer assim, são muitas dores: o não vivido, a perda, saudade, incompreensão, humilhação e medo. Tudo dói! A existência dói!
Eu nunca imaginei viver algo assim, mas tenho convicção que ninguém poderá me salvar terei que viver cada gota desse sofrimento e quem sabe aprender. A única verdade mesmo é que nunca mais serei a mesma!

quarta-feira, março 29, 2017

Perguntas sem respostas

Fico me perguntando o que faz duas pessoas que aparentemente se amavam se tornarem distantes e de alguma forma nutrir um tanto de raiva. Confesso que senti (e revisito esse sentimento muitas vezes por dia) raiva de vc! Raiva de ver que vc fez a última coisa que não poderia fazer, que testou de forma fatal meus limites. E que no desenrolar dos acontecimentos continuou tomando atitudes e fazendo escolhas infelizes. Tenho raiva desse destino caprichoso que me uniu a alguém que não ficaria comigo e que me machucaria da forma como foi feito.E tem ainda o golpe final: que é ver seu ressentimento travestido de desdém para mais uma vez me ferir.
Fico me perguntando como suportar tudo isso! Me sinto impotente e inútil. Impotente porque acompanhei os seus passos e de alguma forma já sabia o que vc faria nessa situação limite. A minha intuição me dizia que vc não suportaria a pressão do que vivemos e cada loucura sua já era esperada por mim, de fato NADA me surpreendeu. Talvez eu não quisesse encarar sua imaturidade com pitadas de crueldade e temperada com muito des tempero tenho medo dessa receita que destruiu nosso castelo, nosso futuro e nossos sonhos.
Cometi muitos erros, assumo.Mas sempre me preocupei em respeitar limites ainda que eu tenha baixado toda a minha guarda e me desvendado pra você. Essa missão foi suicida! Me entreguei demais, me mostrei demais como disse antes: te dei meus olhos para tomares conta!
E estou aqui juntado os caquinhos com a sensação do não vivido e com a desilusão de quem enxerga pouco a frente e me pergunto: Por que fizeste assim?

terça-feira, março 28, 2017

Não vivido!

A pior dor é do "não vivido" e não estou falando da não realização de sonhos ou esperanças adolescentes. Me refiro a coisas que estavam na iminência de acontecer e de repente escapam pelos dedos. É dessa dor dilacerante que estou falando. Numa analogia simples é como se eu acordasse de um sonho  passasse a viver um grande pesadelo. Ou talvez não tivesse acordado de nada e tudo seja de fato um forte delírio.O não vivido é morte, aquela sensação de roubo, de subtração de planos e desejos que estava ali próximo, a um passo, num instante e tudo acaba.
E diante do fim me pergunto como recomeçar? Como? As pessoas me dizem: tenha força, recomece, deve ter sido melhor assim, passe a limpo sua vida...mas como? Tem uma música do Chico que diz assim "Te dei meus olhos pra tomares conta. Agora conta como hei de partir?" 
Já parti completamente! Sonhos partidos, coração partido, identidade partida, visão de mundo partido...e depois de dar te meus olhos para tomares conta esqueceste de me devolvê-los e fica a pergunta :
Como hei de começar?