Hoje voltei a análise. Na verdade fui ao encontro da minha analista, ainda tinha umas sessões em aberto e me permiti verificar se devia voltar mesmo. Foi agradável a atmosfera e os preparativos para chegar até lá. Estacionei no mesmo lugar, percorri a mesma calçada sob um sol causticante, subi as escadas caminhei no corredor. Na ante sala alguns quadros novos, a música ambiente parecia mais alta e minhas revistas preferidas não estavam lá. No consultório propriamente dito, a poltrona dela (a analista) tem uma nova estampa, sobre a mesa novos enfeites e bibelôs. Me senti acolhida pelo cheiro familiar. Não reparei se no guarda bolsas ainda estavam o par de luvas que me deixava intrigada. Ficava me perguntando o por quê daquelas luvas. Nunca encontrei a resposta.
Depois dos cumprimentos habituais me sentei na cadeira e imediatamente entendi o motivo de estar ali. Fui invadida pela mesma sensação do dia do parquinho. Sinto uma dor, um incômodo, algo inexplicável. Preciso estar ali para entender o que me fere e o que me define. Fiquei nostágica, triste e um pouco cansada. Dia 17 estarei de volta, me encontrarei com ele.
inté

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