Que nós vivemos numa sociedadea que apregoa o bem estar e a beleza como um valores indispensáveis eu já sabia, mas, imaginar que é necessário investir num capital erótico me deixou pertubada. E então cheguei a uma conclusão quase dolorosa: sou feia! Sim eu sou feia. Meu nariz é de batata, estou completamente fora do peso ideal, tive a pele castigada por acnes da adolescência, meu cabelo é de uma rebeldia insuportável e minha voz é fina e quase infantil. Talvez reste em mim bem pouco desse capital erótico que é capaz de garantir promoções profissionais e ter namorados incríveis.
Fiz a opção mais óbvia em relação a esse tema acreditei na equação que pra ser inteligente era obrigatório abrir mão dos atributos da beleza. E? E? Me perdi nessa loucura toda e vivo re-construindo essa identidade/imagem. E como numa equação matemática atravesso de um lado pro outro (lado feia e lado bonita) ora no positivo ora no negativo.
Brigo com o cabelo, embarco em dietas e enlouqueço quando preciso de fato me apresentar. Gostaria de ser apenas voz e pensamento, mesmo não gostando muito da voz fina e um tanto infantil. Só que sei que isso não é possível e então tento relativizar e seguir em frente. Até porque o tempo deixa a todos feios e espero ser recompensada com virtudes nesse futuro próximo.
Na fotita escolhi Picasso com suas mulheres irreais e intensas. Obsessivo, impulsivo, incostante e cruel...exatamente como essa busca pelo belo.
Foto do quadro mulher na frente do espelho.
inté
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