

Sábado chuvoso quase friozinho de pijama com o computador no colo respondo e-mails e vejo fotos antigas. A cabeça me vem cenas da adolescência, depois da infância, o Gabriel dentro e fora da barriga sensação gostosa de relaxamento e aconchego. No meio dessas lembranças apareceu um episódio recente. Essa semana fui indagada por um aluno sobre o que significava ser ignorante, fui ao dicionário busquei o vocábulo respondi e segui dando aula. Usei o método mais óbvio e não aprofundei em nada, na verdade mesmo tive vontade de citar Cazuza dizer Os ignorantes são mais felizes eles não sabem quando vão morrer Eu não eu, sei que eu tenho um encontro marcado. Teorizar sobre a morte no sentido metafórico e bla bla bla. Sorte do garoto que não precisou passar por isso.
Só que definir o ignorante não saiu mais da minha cabeça e comecei a refletir sobre algo contrário a ignorância e achei que devia me fixar em tomar ciência em saber propriamente. È muito bom saber mais das coisas, perceber as ciladas emocionais, se fixar em projetos sem expectativa absurda oferecer as pessoas algo na medida em que elas no ofertam, não se surpreender tanto evitar julgamentos. Ou seja, amadurecer, crescer, virar adulto, envelhecer, mudar...
Porém não posso deixar de compartilhar da ideia que esse processo de “não ignorância” nos rouba certo frescor e um tanto de felicidade espontânea e gratuita. Com o tempo perde-se a ingenuidade romântica e uma empáfia livre e aguda. È meu caro Cazuza lucidez jamais te faltou os ignorantes são mesmo mais felizes!
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