

Sempre digo que após alguns anos de vida e outros tantos reais em terapia não me surpreendo e não sou surpreendida por nada, ou quase. Ao se chegar a casa dos trinta a gente percebe que deixou de ser criança e inicia a fase do apoderamento. Sim, a-po-de-ra-mento!Ou melhor, momento de se apoderar das coisas de forma intensa. Aos trinta engata-se definitivamente a vida profissional, tem-se filhos (momento ideal pra nós mulheres) enfim a gente toma conta da própria cabeça e do corpo também. Quem não der conta de se suportar vai entrar numa forte crise e os “enta”(40,50,60, etc...) vão pesar de verdade.
Eu me apoderei de várias coisas. Da maternidade, dos meus pensamentos, dos meus pontos de vista e da minha auto-estima. Desde que me assumi como mãe, professora, filha, amiga, sozinha e a procura, me dei conta de que esta sou eu! E que além disso, sou vitoriosa na construção da minha própria trajetória e por ter conquistado tantas coisas abstratas (abstrato: Aquilo que se considera existente apenas no domínio das idéias, sem base matéria – ainda que a maternidade seja concreta com a existência do Gabriel é não –concreta no campo dos sentidos e na sua amplitude). Deve ser por isso que tenho conseguido usufruir sem dor de coisas que antes me fariam penar.
Consigo esperar com alguma dose de serenidade a colocação profissional que desejo por que sei o quanto sou capaz e pretendo investir nisso. Me proponho a dialogar (ou tentar) com aqueles que amo sem precisar, necessariamente, buscar palavras ou engolir pontos de vista a fim de não aborrecê-los (as custas do meu incômodo) não quero provocar ninguém mas quem ama livremente aponta determinadas coisas que de fato edificam. Dizer sim sim sim sempre não ajuda em nada! Faz parte do crescimento ser contrariado e ouvir “verdades” e quem não der conta de ouvir as minhas quer dizer que está em descompasso comigo. O que não chega a ser uma sentença de distanciamento, mas, talvez aponte para um caminho de reconstrução e rafazimento. Sou capaz de conhecer alguém e não sofrer com a angústia de ser ou não desejada, de me entregar ao momento e resistir ao jogo de promover soma e não a cobrança. Sei quem sou e já percebo bastante do que quero! Isso tudo me faz livre e como é bom!!! Afinal:”Meus amigos são estranhos, Minha família é estranha, Meu namorado é estranho, Eu não...eu sou uma gracinha!!"(autor desconhecido)
Para finalizar: angústia é o medo disfarçado (Cícero Sampaio)
Nas fotitas momentos legais com gente legal em junho de 2010 ano de Copa do Mundo
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